Se é verdade que somos o que comemos, também não é menos verdade que também somos aquilo que respiramos, e se mais de 70% do nosso planeta está coberto por água para o poder descobrir e proteger temos que nela bem respirar!

A Diver Below nasceu no encontro de vontades de quatro empresas que, partilhando um gosto comum, juntaram os seus esforços para construir uma solução única móvel de produção de gases respiráveis de alta pureza e qualidade.
Deste modo as áreas da Segurança, Proteção e Socorro, Engenharia e Imagem & Design complementaram-se para tornar realidade o projeto da UUAR – Unidade Autónoma de Ar Respirável.

Desde 1942, quando Émile Gagnant e Jacques Cousteau inventaram o Aqua-Lung, desenvolveu-se uma comunidade que ultrapassa hoje os 40 Milhões de mergulhadores ativos em todo o mundo, com um crescimento anual atual de cerca de 3 Milhões de pessoas ansiosos por descobrirem o “novo mundo subaquático”.



A única maneira razoável de o fazer é deixando para trás nada mais que bolhas e trazendo nada mais que imagens, sendo essencial para garantir um saudável retorno respirar Ar de qualidade.

As especificações técnicas não são particularmente o ponto mais entusiasmante para todos ou deitar fora o manual de um novo smartphone mal se abre a caixa não seria a primeira coisa a fazer. No mergulho com garrafa pode-se fazer alguma comparação pois raramente algum mergulhador se preocupa em dar uma vista de olhos a que compressor é utilizado para encher o “seu” ar e em que condições é operado e por quem.

Existindo uma razão técnica porque um BMW Série 7 custa várias vezes mais que um BMW Série 1 (e não estamos a menosprezar uma a favor do outro mas simplesmente a relevar que foram construídos para fins diferentes) também nos sistemas de Ar respirável e compressores se passa o mesmo, como aliás em quase todos os produtos técnicos.

Um compressor de pequena capacidade e elevada portabilidade tem uma construção aligeirada pois o seu fim é encher 3 ou 4 garrafas e parar, retomando eventualmente a atividade passadas algumas horas. Tendo em consideração este fim toda a sua construção prevê ciclos espaçados de funcionamento pelo que não necessita de pistões tão resistentes, com tantos anéis de segmentos e com tantos andares de filtragem como um compressor construído para trabalhar horas a fio.

Quando utilizamos algo para um fim diferente daquele que foi construído duas coisas acontecem: Um gasto prematuro do material e ou resultado final pior! Utilizando um compressor portátil para encher 20 garrafas estamos a induzir um aquecimento excessivo para o qual a máquina foi construída, reduzindo a sua vida útil e obtendo uma qualidade de ar pior porque a vedação dos segmentos já não é tão boa e entra mais óleo no ar comprimido. Por sua vez os filtros não foram dimensionados para essa maior quantidade de óleo e vão encurtar a sua vida útil e filtra pior!

Também um compressor de grande capacidade tem filtros sobredimensionados (por exemplo nas unidades Bauer que utilizamos fazemos sempre o upgrade dos filtros P31 para os P41 ou dos P61 para os P81 para garantir máxima qualidade e segurança) como redundância para eventual menor performance de algum dos andares, coisa que os compressores pequenos não tem simplesmente porque foram construídos para serem mais leves.

O mesmo se passa com os sistemas de controlo dos filtros, os compressores pequenos tem um contador de horas para determinar a vida útil do filtro (na Bauer é o B-Timer) - que pode não corresponder à realidade se a fonte de ar estiver contaminada ou os pistões, cilindros e segmentos gastos por abusos sucessivos o que implica enchimento de ar contaminado – enquanto os compressores de grande capacidade tem sensores que medem constantemente o nível de oclusão dos filtros e a máquina pura e simplesmente não arranca se os filtros estiverem contaminados (na Bauer é o sistema Securus).

Há uma razão válida para que nos procedimentos pre-mergulho os manuais indicam a necessidade de cheirar o ar que sai pelo regulador, e não é para escolherem Morango ou Baunilha mas sim para procurar cheiro a óleo, bolor, fumos ou qualquer outro odor (até de churrasco) que possa indicar algum tipo de contaminação na fonte do ar, no local do compressor ou filtros e nas condições mecânicas em que está.

Podem dizer “mas o ar que respiro normalmente da atmosfera não é tão filtrado ou cuidado!”, e é verdade mas com o aumento da profundidade no mergulho aumenta também a pressão parcial de cada contaminante que adquire assim grande toxicidade. Por outro lado o ar atmosférico não passou por um compressor que utiliza óleo como lubrificante do sistema de compressão e daí cuidados adicionais são necessários.

Demos vida a este projeto porque se também somos o que respiramos temos que estar bem para poder cuidar dos outros e do nosso planeta!

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